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Vai começar a academia? Examinar seu coração deve ser o primeiro passo

Quando nos inscrevemos na academia entendemos como uma vitória, o primeiro passo rumo a uma vida mais saudável. Mas, se você não der uma passadinha no médico antes de praticar exercícios, pode acabar prejudicando seu corpo.

Imre Péterfi -- CC public domain

Imre Péterfi — CC public domain

Maria Júlia Marques
Do UOL, em São Paulo
26/10/2017 04h00

As academias costumam fazer avaliações físicas básicas para saber mais sobre seu condicionamento físico, mas você já examinou seu coração?

Pois é, poucas pessoas se preocupam em fazer exames cardíacos antes de começarem a treinar. Esses exames podem mostrar se há necessidade de um acompanhamento ou contraindicações aos exercícios.

“As pessoas não tomam o cuidado que deviam com o coração. Com a ajuda de exames simples você pode descobrir se existem anormalidades congênitas ou condições desenvolvidas –como uma artéria entupida–, que inviabilizem treinos pesados.” — Felipe Malafaia, cardiologista do hospital São Luiz

Pode ser que você nunca tenha notado algum problema em seu coração, e até tenha vivido uma boa vida sedentária até hoje. Porém, ao colocar o órgão para trabalhar a todo vapor em uma aula da academia, você pode sobrecarregá-lo, potencializando os sintomas e tendo que fazer uma ida não programada para o hospital.

Um estudo italiano mostrou que exames detalhados do coração reduzem em 90% o risco de morte súbita, segundo o cardiologista. “A incidência de morte súbita, sem nenhum sintoma prévio, costuma ser de 1 a cada 100 mil atletas. Se essas pessoas tivessem feito exames antes, poderiam ter identificado as mutações no coração e evitado esse mal”.

Quais exames fazer?

O eletrocardiograma e o ecocardiograma são suficientes. Independentemente da idade, você deve fazer uma primeira vez –para saber as condições do coração– e marca uma consulta por ano, justamente para o médico avaliar se há necessidade de novos exames.
Fique de olho se durante as atividades você sente palpitações, arritmia, dor no peito, falta de ar desproporcional, tontura, vertigem ou desmaio. Se algum desses sintomas aparecer interrompa as atividades físicas imediatamente e adiante essa visita ao cardiologista.

Precaução ajuda até a emagrecer

Além de cuidar da sua saúde, os exames também são ótimos para descobrir seu ritmo ideal nos treinos. Malafaia explica que o coração é levado a exaustão durante o teste ergométrico, determinando a frequência cardíaca máxima que o órgão alcança sem ficar sobrecarregado.

“Até o ponto auge do exame, garantimos que o coração aguenta o tranco. Assim, recomendamos que a pessoa não passe dessa frequência máxima durante os treinos, pois além dela não podemos assegurar que o coração aguenta de forma saudável”, diz o cardiologista.

Sabendo essas informações, você pode controlar seus treinos e conseguir malhar por mais tempo ou até alcançar maiores intensidades. Isso porque os batimentos do seu coração viram uma ferramenta para orientar seus exercícios.

A lógica é: não dá para manter por muito tempo um exercício que te leva ao auge da frequência cardíaca. Como a intensidade é alta, a pessoa chega à exaustão rapidinho –e ninguém emagrece com dois minutos de treino, não é? Por outro lado, se você mantiver seus batimentos muito baixos, você se exercita por mais tempo, mas não faz esforço suficiente para suar e queimar muitas calorias.

“Sabendo o seu limite conseguimos delimitar uma zona boa para você alcançar intensidade e praticar exercícios por tempo suficiente para aumentar o gasto calórico”, explica Malafaia. É um jogo de equilíbrio, onde você e seu médico conseguem equilibrar a intensidade e o tempo adequado para seu gasto calórico analisando as batidas do seu coração.

Fonte: https://estilo.uol.com.br/vida-saudavel/noticias/redacao/2017/10/26/vai-comecar-a-academia-examinar-seu-coracao-deve-ser-o-primeiro-passo.htm

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