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Sorrir pode ter ação sobre o corpo em momento de esforço, diz estudo

Queniano Eliud Kipchoge, recordista da maratona e que fez os últimos metros da corrida com sorriso no rosto como forma de melhorar o tempo, é citado por fisioterapeuta. Efeito vem sendo analisado

Matt Buck — CC-BY-SA

Por Raquel Castanharo, Jundiaí, São Paulo
16/12/2017 09h13 Atualizado 16/12/2017 09h25

Os 42,195 quilômetros de uma maratona foram percorridos mais rapidamente até hoje pelo queniano Eliud Kipchoge, em 2h0m25s. Ele fez os últimos metros da corrida com um sorriso no rosto, que não era apenas de alegria pelo ótimo tempo, mas também uma tentativa de melhorar a chegada, segundo seu depoimento após a prova.

O efeito psicológico do sorriso no esporte vem sendo estudado nos últimos anos, mas será que ele tem alguma ação mais concentrada sobre a fisiologia do corpo em um momento de esforço? Essa foi a pergunta respondida por uma pesquisa interessante publicado em setembro desse ano no Psycology of Sports and Exercise.

Vinte quatro corredores experientes correram por seis minutos enquanto seu consumo de oxigênio era medido, em quatro condições: sorrindo constantemente, franzindo a testa, tentando relaxar os braços e naturalmente. O objetivo foi medir o gasto de energia nas diferentes situações.

Porém, os corredores não conseguiam manter-se sorrindo sinceramente por muito tempo, e um sorriso forçado é diferente de algo natural. Por isso, os autores propõem dar um sorriso nos últimos segundos de prova, naquele momento da explosão para terminar com um melhor tempo.

Esse é apenas um estudo sobre esse assunto interessante, mas ainda sem muita evidência. Mas é claro que sorrir não custa nada, portanto, vale a pena tentar. Como fez Kipchoge.

*As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com

Fisioterapeuta formada e mestra em biomecânica da corrida na USP. Realizou pesquisa em biomecânica da coluna na Universidade de Waterloo, Canadá. Trabalha com fisioterapia e avaliação biomecânica em São Paulo e Jundiaí. www.raquelcastanharo.com.br (Foto: Eu Atleta)

Fonte: https://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/sorrir-pode-ter-acao-sobre-o-corpo-em-momento-de–esforco-diz-estudo.ghtml

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